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Bom Feriado!

Pessoal,

Bom feriado a todos! Até Segunda... 

Vamos refletir sobre as leis de criminalização do bullying. Esse é o caminho? Quem ganha com a punição? Quantos ganham com a educação?
Deixo uma mensagem a todos os amigos que sofrem com o bullying:

A vingança, por mais que pareça a solução, na verdade é um grande problema!


imagem retirada de: http://cresceraler.webnode.pt/valores/

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Folder para Prevenir o bullying em condomínios

Pessoal, os casos de bullying crescem e se encontram até mesmo dentro dos condomínios residenciais. Conforme pedidos dos leitores do blog, envio um cartaz para a impressão que ajudará no combate e  na prevenção dos casos. A informação é o primeiro passo para a resolução dos casos. 

Grande abraço, Carolina.
P.S. è permitida apenas a impressão total do cartaz, sem cortes, incluindo os direitos autorais da Semeare.


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Precisamos Educar e NãO punir!


Pessoal, vejam: São Paulo está indo pelo caminho contrário no que diz respeito a prevenção e o combate ao bullying. Digo isso pois, Serra negou assinar o projeto de lei de prevenção ao bullying quando era governador e agora, querem aprovar isto, leiam: 
 
Fonte: http://w.w.w.d24am.com/noticias/brasil/promotores-querem-tornar-bullying-crime/21914

Pela proposta, pode ser penalizado quem expuser alguém de forma voluntária e mais de uma vez a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral.
São Paulo, 18 (AE) - Promotores da Infância e Juventude de São Paulo querem que o bullying seja considerado crime. Um anteprojeto de lei elaborado pelo grupo prevê pena mínima de 1 a 4 anos de reclusão, além do pagamento de multa. Se a prática for violenta, reiterada e cometida por adolescente, em caso de condenação, o autor poderá ser acolhido pela Fundação Casa.

Pela proposta, pode ser penalizado quem expuser alguém de forma voluntária e mais de uma vez a constrangimento público, escárnio ou degradação física ou moral, sem motivação evidente e estabelecendo com isso uma relação desigual de poder.

Se o crime for cometido por mais de uma pessoa, por meio eletrônico ou por qualquer mídia (cyberbullying), a pena será aumentada de um terço até a metade. E, se cometido contra menor de 14 anos ou pessoa com deficiência mental, a pena aumenta ainda mais um terço.

Quando resultar em lesão grave, a pena será de reclusão de 5 a 10 anos. Se ocasionar a morte da vítima, a reclusão será de 12 a 30 anos, além de multa - a mesma prevista para casos de homicídios. O anteprojeto prevê ainda que, se a prática resultar em sequela psicológica à vítima (provada por meio de laudos médicos e psiquiátricos), a pena de reclusão será de 2 a 6 anos e multa.

"Hoje, como não há tipificação legal específica, os casos são enquadrados geralmente como injúria ou lesão corporal", diz o secretário executivo da Promotoria e autor da ideia, Mario Augusto Bruno Neto. O anteprojeto será submetido no próximo dia 6 de maio a aprovação na Promotoria da Infância e Juventude do Ministério Público e, depois, encaminhado ao procurador-geral, Fernando Grella, que deve enviar o texto a um deputado federal para que seja encaminhado ao Congresso. Antes disso, a proposta será divulgada no site do MP para consulta pública.

Crítica
Para a educadora Madalena Guasco Peixoto, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a proposta é exagerada. "Essa questão não se resolve criminalizando. Para casos graves, já há previsão do crime de lesão corporal. As escolas precisam assumir a responsabilidade e, se tiver de haver punição, que seja aplicada pelos estabelecimentos de ensino", diz. "O problema é que as escolas estão sendo omissas no trato dessa questão", rebate o promotor Thales Cezar de Oliveira.

Quem faz este tipo de lei são advogados, promotores, juízes e sim, eles possuem suas razões. 

Para nós, EDUCADORES e isto inclui professores, pedagogas, coordenadores e diretores de escolas, monitores, agentes educativos, enfim, para todos nós é muito difícil a opção pelo caminho da punição antes da educação.

A instituição escolar deve chamar a responsabilidade para si e evitar que um problema ocorrido dentro da escola vire caso de polícia. Ainda mais sendo situações nas quais a escola está diretamente envolvida como por exemplo, nos casos de bullying.

A escola está em silêncio e muitas devem pensar neste momento: "melhor virar caso de polícia, assim teremos um problema a menos". Porém, este pensamento é muito grave. 

A escola é responsável e deve educar para a formação de alunos e cidadãos! O que ela faz para isso acontecer de verdade? Mandar os alunos para a delegacia é transformá-los em cidadãos?

Mais uma vez eu insisto e vale a pena refletir, afinal:

Quem ganha com a punição?
Quantos ganham com a educação?

Abraços,
Carolina Giannoni Camargo.

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Prefeitura de Vinhedo

Acessem o link e vejam matéria com Carolina Giannoni Camargo no site da prefeitura de vinhedo.


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Caso Rafael Fonseca

Estudante da PB que chegou a ameaçar colegas em 2008, luta hoje contra o Bullying

Em fevereiro de 2008 a cidade de João Pessoa foi sacudida por ameaças publicadas na internet contra estudantes do colégio Motiva, onde um aluno encapuçado, que se autodenominava Bulicida, exibia armas e se dizia disposto a cometer um atentado. O caso felizmente teve um fim diferente da tragédia de Realengo, onde 12 crianças foram executadas por um jovem que também sofreu bullying na escola. Hoje, o ex-aluno do Motiva, Rafael Fonseca, usa a rede mundial e computadores para conscientizar os internautas sobre um problema que afeta milhões de crianças no planeta.

Rafael conta em novos vídeos, publicados no You Tube, que chegou a tomar medicamentos de tarja preta para combater a depressão que sofria desde a época em que estudou com colégio Pio XI, também na capital paraibana, e revela que comprou os medicamentos pela internet, sem o uso de receitas médicas.

O jovem elogiou a atuação do Ministério Público da Paraíba, entre as quais: o serviço “Disque 100”, que recebe denúncias de Bullying, a Lei 8.538/2008 (Lei trata do enfrentamento ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária nas escolas públicas e privadas do Estado da Paraíba) e trabalhos de divulgação e conscientização sobre Bullying e Violência Escolar em universidades e escolas.

Em seu canal no You Tube, Rafael se apresenta da seguinte forma: “Meu nome é Rafael Fonseca, fui vítima de Bullying e atualmente discuto e falo abertamente sobre este problema, que afeta milhões de crianças e jovens no Brasil e no mundo”. E completa: “Meus vídeos depoimentos conto meus relatos sobre o bullying que sofri dentro da escola e também falo sobre o "Caso Motiva" ou "Caso Bulicida", no qual ameacei realizar um falso ‘atentado’ armado e com explosivos dentro de uma escola particular na cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, no ano de 2008. Na época eu tinha 17 anos de idade. O objetivo único desse Canal, é expor a aqueles que sofreram bullying que não estão sós nessa luta. E aqueles que causam/causaram bullying, vejam o desastre que podem ocasionar”.

Rafael conta que no colégio Pio XI teve problemas com uma professora e diz que esta chegou a influenciar estudantes contra ele, fato que teria resultado em agressões, que normalmente ocorriam antes da aula de educação física. “Hoje eu tenho mais informações sobre isso e entendo que o Colégio Motiva foi vítima do meu pós-bullying, ou seja, o problema estourou no Motiva, como poderia ter estourado em qualquer colégio que eu entrasse”, revelou em depoimento.

Apesar de a imprensa divulgar na época que a revolta do então estudante do ensino médio tinha sido provocada por apelidos, Rafael diz que tal fato só foi responsável por 2% de sua ação. Após revelar sua identidade, Rafael disse ter sido submetido a realizar um trabalho comunitário, sendo acompanhado por uma psicóloga, mas chateado com o fato de ter que pagar por um “erro” que entendia não ser seu. Rafael faz questão de destacar que o “grupo bulicida” que assinou alguns vídeos jamais existiu e que tudo foi produto da sua imaginação para chamar a atenção para o fato.

Um dos fatos mais surpreendentes narrados pelo jovem é um falso sequestro forjado por ele, onde chegou a pensar em atear fogo ao próprio corpo, mas acabou desistindo pelo desconforto causado pela grande quantidade de gasolina que jogou em si mesmo, tendo revelado a farsa após oito horas de depoimento. 
http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20110411044040&cat=paraiba&keys=estudante-pb-chegou-ameacar-colegas-luta-hoje-contra-bullying

Parte 1 


Parte 2


Parte 3

 

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Professores Felizes

Espanha: Professores satisfeitos com ambiente escolar
Andreia Lobo| 2011-04-13 - Fonte: http://www.educare.pt/educare/Imprimir.aspx?contentid=90393CEFE1CE07B4E0400A0AB8001D4Bchannel=1EE474ED3B3E054C8DCFD48A24FF0E1B&schema=


Estudo sobre convivência escolar realizado em Espanha diz que 90% dos professores "sentem-se bem na escola" e 82% têm "muito orgulho em trabalhar como docente". Apenas 3% dos inquiridos manifestam "um desgaste profundo" com a profissão.

Diagnosticar problemas na vivência diária entre alunos e professores foi o objetivo do estudo realizado pelo Observatório Estatal da Convivência Escolar, em Espanha, cujos resultados foram agora apresentados. Trata-se do mais completo estudo feito até hoje: envolveu 23 100 alunos, 6175 professores, 10 768 famílias e teve início em 2008.
Apesar da satisfação com o ambiente escolar, a falta de disciplina na sala de aula sentida por 21% dos inquiridos neste estudo "é o que os mais desgasta". Como resposta à indisciplina, o professor dever exercer uma "autoridade de referência", diz Maria José Díaz-Aguado, catedrática de Psicologia da Educação, da Universidade Complutense de Madrid, e responsável pela investigação, em declarações ao jornal El País.

Em Portugal, os docentes concordam: "A autoridade pura e dura há muito deixou de funcionar na sala de aula", realça Helena Rangel. Mas do desinteresse dos alunos pela escola, até ao ambiente desejado de empatia e colaboração com os professores, há um longo caminho a percorrer.

"A cultura do esforço foi-se perdendo no contexto escolar." É nesta evidência que a professora de Francês, no 7.º e 8.º ano, encontra uma das razões para a indisciplina na escola. A "ausência de valores" e a "falta de rigor no trabalho" têm também a sua quota de responsabilidade, diz Helena Rangel. Mas o fenómeno não fica completamente contextualizado sem a alusão "à falta de regras que os alunos deveriam começar por adquirir no seio familiar", acrescenta Liliana Ferreira, professora de Inglês no 5.º e 6.º ano.

A investigação trouxe ainda uma novidade que estará a ser por estes dias testada no sistema educativo espanhol: a criação de um instrumento de auto-diagnóstico do ambiente escolar vivido em todo o território. Uma ferramenta informática que permite a recolha de informação junto de professores e alunos, através da resposta a perguntas sobre aspetos como: o desgaste do corpo docente, a qualidade das relações entre alunos ou a eficácia das sanções aplicadas.

Em declarações recentes ao jornal El País, a investigadora responsável pelo estudo salientou que o problema da indisciplina "sempre existiu". Das conclusões, Díaz-Aguado destaca a importância da tomada de consciência social para estas questões. E aponta um caminho: os professores devem exercer uma "autoridade de referência" na sala de aula.

A lecionar a alguns quilómetros da fronteira com Espanha, José Reis conhece bem as diferenças entre os dois sistemas de ensino vizinhos. De todas, anota a que lhe parece mais importante para comparar a realidade educativa dos dois países. "Em Portugal a maior preocupação é com a estatística e as metas [de aprendizagem] e não com a formação do aluno enquanto cidadão."
Sem perder de vista estas diferenças, o professor de História, no 3.º ciclo, esboça um sorriso quando lhe falam em "autoridade através da confiança". Será aplicável à realidade portuguesa? "Estão dados pequenos passos nesse sentido", responde José Reis com algumas reticências. "Daqui a 10 ou 15 anos, talvez seja possível ver essa mudança nas escolas portuguesas", especula lembrando que para isso não contribui o facto de "o trabalho do professor continuar a ser desmerecido", na opinião pública.

Liliana Ferreira, colega de profissão, concorda com o que diz a investigadora Díaz-Aguado: "A confiança que os alunos possam ter no docente ajuda a criar a empatia e respeito pela figura do professor". Mas é menos otimista que José Reis quando se pronuncia sobre a aplicabilidade - ainda que a uma década - da "autoridade de referência" nas escolas portuguesas. "Essa ideia acaba por ser utópica, podemos partir dela mas todos os contextos são diferentes e a solução para a indisciplina não será igual para todos os alunos."

Tendências na convivência

A convivência entre pares foi uma das vertentes analisadas no estudo espanhol. A forma como os alunos se tratam entre si resulta num indicador importante sobre o seu comportamento na escola.
Das respostas obtidas quando era perguntado aos alunos espanhóis se ouviam com frequência o conselho, "quando te baterem, bate também", 27% responderam que não. Por oposição, entre os conselhos mais ouvidos pelos alunos estão várias alternativas à violência: recorrer à autoridade, ignorar o problema ou tentar uma solução pacífica.

Conselhos que, segundo Diáz-Aguado, "são bem diferentes" dos que eram dados noutras épocas e que se aliam ao facto de agora os adolescentes vítimas de violência e perseguição escolar [bullying] tenderem mais a dar conta do problema em casa, aos pais.

Do lado dos professores, 90% afirmam sentir-se bem na escola e classifica a sua situação como boa ou muito boa. Sendo que, "82% dos professores dizem sentir-se muito orgulhosos de trabalharem como docentes", destaca Díaz-Aguado. Apenas uma pequena percentagem, em torno dos 3%, manifesta "um desgaste profundo" com a profissão.

A falta de disciplina na sala de aula que 21% dos professores admite sentir "é o que mais os desgasta", avalia a investigadora que aponta a camaradagem do corpo docente e o apoio da equipa diretiva como essenciais nestas situações.

Um dado obtido e que pode também estar a contribuir para este desgaste dos docentes espanhóis é a percentagem de aluno (4%) que admite perturbar ou impedir os professores de lecionarem as suas aulas. O descontentamento dos alunos com o ambiente escolar é sinalizado pelas respostas de 15% dos inquiridos nas quais afirmam que mudariam de escola, se pudessem.

Indisciplina sempre existiu
"Mas agora provavelmente existe mais", diz Díaz-Aguado. "A revolução tecnológica aumenta a dificuldade para o esforço, a atenção e a memória controlada dos alunos." Resulta claro, para a catedrática da Universidade Complutense de Madrid, que os responsáveis por estas mudanças são "os processos do mundo digital".

Processos esses que "a escola deve ter em conta". "Entre outras coisas, é preciso dar muita mais hipótese de participação aos alunos", diz. "E isto acontece ainda mais com os nativos digitais, ou seja, os alunos que agora estão no ensino básico."

O insucesso escolar e o desinteresse pelas aulas são outros dos fatores que normalmente os investigadores associam à indisciplina. A razão da desmotivação pode estar, segundo Helena Rangel, "nos materiais usados para lecionar nas escolas". Recursos pouco atrativos que perdem em competição com as potencialidades do mundo digital.

Mas a situação pode ser revertida a favor da aprendizagem e do ensino. "Ao usar essas tecnologias na sala de aula o professor aproxima-se da linguagem dos alunos", salienta José Reis, que vê ainda nesta aproximação um fator decisivo para a boa convivência escolar.

Outro contributo "importante" para esta "paz" letiva , passaria pela "credibilização do trabalho docente", diz o professor de História. Uma missão que caberia não apenas às autoridades educativas [Ministério da Educação e Governo], mas também aos meios de comunicação. Algo que permitiria mudar a opinião pública negativa em torno da classe. No entanto, não é esta a realidade portuguesa. "Os media nunca mostram o professor como um símbolo para os alunos ou alguém com uma carga positiva", lamenta.

Autoridade de referência
Como consequência de uma profunda mudança na sociedade, "a forma de mostrar o respeito pela autoridade também mudou", realça Díaz-Aguado. Neste cenário, será verdade a ideia de que o professor perdeu a sua autoridade? Cerca de 58% das famílias inquiridas acreditam que sim, aponta o estudo do Observatório Estatal da Convivência Escolar, contra 42% que respondem não.

Também os pais espanhóis afirmam estar a sentir essa perda de autoridade, segundo o mesmo estudo. Por isso, Díaz-Aguado concluiu: "Não se trata de um problema específico da sala de aula, mas de toda a sociedade." Em todo o caso, como podem a escola e os professores contribuir para a resolução deste problema? "Exercendo a autoridade e transmitindo confiança ao mesmo tempo", resume Díaz-Aguado.

Mas a autoridade de que fala Maria José Díaz-Aguado não se baseia no castigo à mínima falta do aluno. "Trata-se de uma autoridade baseada na confiança, uma autoridade de referência, em oposição à baseada no medo."

É antes uma autoridade que, segundo a investigadora, faz com que os alunos vejam no professor alguém que os ajuda a alcançar os seus objetivos . "Um aliado que está ali para os ajudar, alguém a quem possam acudir para procurar soluções justas para os conflitos."
Segundo o estudo espanhol, "os alunos dos professores que exercem esta autoridade de referência apontam uma melhor convivência" no ambiente escolar. De igual modo, "os diretores que creem que o seu corpo docente exerce este tipo de autoridade indicam melhor convivência nas suas escolas", diz Díaz-Aguado.

A lecionar em duas escolas portuguesas, Liliana Ferreira vive experiências opostas em termos de convivência escolar. "Numa escola, os casos de indisciplina são flagrantes, os alunos desestabilizam as aulas e até agridem os docentes", relata.

Neste cenário, a professora não vê "como viáveis" os princípios defendidos por Díaz-Aguado. "Temos mesmo de recorrer aos castigos para conseguirmos estabelecer os limites do razoável e do que não pode acontecer na sala de aula", explica.

Situação oposta vive na outra escola onde leciona. "O ambiente é completamente diferente", relata a professora, "também existem casos de indisciplina, mas muito menos graves". Esta realidade leva Liliana Ferreira a admitir que o "exemplo da autoridade de referência funciona perfeitamente" nesta escola porque "é possível dialogar com o aluno e chamá-lo à razão".

Ainda assim, "a sanção tem de continuar a existir", lamenta a investigadora espanhola. E neste ponto surge uma outra questão: a da perceção do castigo por parte dos alunos. "Apesar de tudo, o estudo diz-nos que, para os alunos, as sanções são vistas como justas mas ineficazes."
Esta certeza tanto da justiça como a ineficácia das sanções é uma opinião partilhada tanto pelos professores como pelos diretores de escola inquiridos no estudo. Enquanto professora, Helena Rangel vê a questão dos castigos assumir bastante importância na prática letiva. "O conceito de justiça é o que faz funcionar a autoridade dentro da sala de aula", diz.

Remetendo-se para o estudo, Díaz-Aguado reflete sobre a falta de autoridade ao nível familiar. Em particular sobre a incapacidade dos pais de exercerem eles próprios a sua "autoridade de referência" perante os filhos. "As famílias acusam muitas vezes as entidades patronais de abuso de poder, e isso é bom [mostram-se conscientes], mas ainda não encontraram outra forma de evitar que os filhos transgridam os limites."

in www.educare.pt © 2000-2011 Porto Editora

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Auto-agressões são prática em 15% dos jovens

Estudo chega à conclusão que os jovens de 14 anos se mutilam de propósito porque não sabem lidar com as emoções. E também não fazem nada quando vêem outros a serem agredidos
Por: Redacção Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/jovens-agridem-se-de-proposito-bullying-ciberbullying-tvi24--/1246546-4071.html

 
Um estudo da Organização Mundial de Saúde a que o jornal «Público» teve acesso revela que 15, 6 por cento dos jovens portugueses, com uma média de 14 anos e alunos do 6º, 8º e 10º ano, se magoam de propósito. Mais de metade fá-lo nos braços, mas quase sempre em sítios não visíveis.

A investigadora Margarida Gaspar de Matos, coordenadora do estudo para Portugal, explica ao jornal que estes adolescentes o fazem «como forma de auto-regulação emocional», porque se sentem «tristes, irritados e desesperados». Estes jovens são também aqueles que apresentam mais comportamentos de risco: fumam, bebem, têm dificuldade em fazer amigos, mas, por outro lado, são também aqueles que mais provocam. Uma «minoria preocupante» no entender da investigadora, e uma realidade escondida já que são os pais destes jovens que pouco ou nada sabem sobre a vida e os amigos dos filhos.

De dentro para fora, o trabalho, que envolveu 5050 adolescentes de 136 escolas públicas, chega a outra conclusão importante: mais de metade assistiu a brigas no recreio e, destes, dois terços não fez nada. Margarida Gaspar de Matos descreve este comportamento como «uma forma de violência pela passividade».

O bullying tradicional acaba por descambar numa versão moderna que está em crescendo. O ciberbullying já afecta quase 16 por cento destes adolescentes, muito por culpa do tempo que passam à frente do computador. Uma espada de dois bicos, pois, por outro lado, é positivo e colocam Portugal no mesmo patamar que os países mais avançados. As provocações são feitas essencialmente através de mensagem de telemóvel e pelomessenger. Ao «JN», a investigadora sublinha que esta «não é ainda uma realidade alarmante, mas é preciso estar atento».

Há ainda outro senão: 18,8 por cento têm excesso de peso ou são obesos devido às vidas sedentárias. O problema transferiu-se da infância para a adolescência.

Mas, ficamos a saber mais sobre estes jovens. Boas e más notícias. Nota positiva para a quebra no consumo de álcool e tabaco. No entanto, cresce o consumo e haxixe.

Os trabalhos da escola também são alvo do estudo e a parte portuguesa conclui que estes constituem «um stress» para os alunos. Doze por cento, um dos piores resultados entre os 44 países que fazem parte do estudo.


Nota: O resultado acima foi obtido por Portugal.

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Vídeo Bullying

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Semeare - Assessoria Pedagógica em bullying


*   Palestras para pais e alunos
* Curso de Capacitação para educadores "Prevenir e combater o bullying nos espaços escolares" sucesso desde 2009!!
*   Projetos de Prevenção
*   Assessoria nos casos de bullying

Não percam a oportunidade de conhecerem um pouco mais sobre o fenômeno bullying.

Todos contra o Bullying. Todos pela educação.

Contato:
19 81867331
19 97319733
contato.bullying@yahoo.com.br

Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo

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Passeata em Franca contra o bullying.

Escolas fazem passeata contra bullying em Franca


Manifestação reuniu estudantes, pais e professores de sete colégios

Fonte EPTV

Alunos, pais e professores de sete escolas de Franca fizeram uma manifestação contra o bullying nesta quinta-feira (14).
Mais de três mil pessoas, a maioria vestidos de branco, percorreram as ruas e avenidas da cidade pedindo paz nas instituições de ensino.
Cartazes foram levados com nomes das crianças assassinadas na semana passada em um colégio de Realengo, no Rio de Janeiro, como forma de apelo.
Em inglês, a palavra a palavra bullying significa amedrontar. Dois casos foram registrados este mês em Ribeirão Preto.
No dia 1º, uma estudante de enfermagem da Universidade Barão de Mauá teria sido agredida por outras três meninas dentro da faculdade. Ela teve fraturas no rosto e registrou Boletim de Ocorrência. A confusão começou porque ela teria reclamado com a direção da instituição de estar sofrendo ameaças. 
E nesta quarta (13), duas adolescentes foram ameaçadas com um canivete por um casal de irmãos menores de idade na escola municipal Anísio Teixeira, no Jardim Iguatemi. A ação somente não se concretizou porque inspetores do colégio impediram.

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Lei federal: sai ou não sai?

Congresso quer que combate ao bullying vire lei

Agência Estado
 
Uma das propostas prevê enquadrar a violência escolar como crime contra a honra
O Congresso Nacional tem ao menos dez projetos de lei que tratam do combate ao bullying nas escolas. Entre as propostas estão a adoção de uma política nacional de combate ao fenômeno da violência, e o enquadramento do bullying como crime, punido com prisão. O tema voltou a ser discutido após o massacre em Realengo, que resultou na morte de 12 estudantes no último dia 7. O bullying estaria entre as motivações do atirador Wellington Menezes de Oliveira.
Entre as dez propostas sobre o tema que aguardam no Congresso, oito delas – sete na Câmara e uma no Senado – tratam da criação de um programa antibullying. Como tratam do mesmo assunto, boa parte dos textos foram reunidos. Caso haja aprovação, a idéia é que os projetos virem uma só lei.
Apresentada em 2009, a proposta de lei que mais avançou já foi aprovada em duas comissões da Câmara e precisa passar por mais duas antes de ir para o Senado. Não é preciso que haja aprovação no plenário.
De autoria do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), a lei quer instituir um "programa nacional de combate ao bulllying", com ações que incluem a conscientização da sociedade sobre o tema, a prevenção e o combate à agressão escolar, a implementação de uma campanha nacional na mídia e a capacitação dos profissionais da educação para lidar com o problema.

De acordo com Cunha, a intenção é fazer com que, após a aprovação do projeto, o programa seja colocado em prática pelo Ministério da Educação, em parceria com Estados e municípios. O deputado espera que as escolas sejam preparadas a lidar com o tema, e, se necessário, contratem profissionais especializados, como psicólogos.


- O fenômeno do bullying está relacionado a índices de evasão e repetência [nos colégios]. A criança se afasta da escola, pois não a vê como ambiente de aprendizado, e sim um local hostil. Consideramos que a criação de equipes multidisciplinares vai contribuir para diminuir esses índices.
Um dos principais focos é a prevenção do bullying, afirma o deputado. As escolas e os pais devem ficar preparados para identificar as situações de violência escolar e, dessa maneira, poderem intervir.

- Queremos conscientizar sociedade e capacitar equipes para tratar o problema. Hoje, o que se verifica é que escolas não estão preparadas para lidar com o fenômeno [do bullying]. Ou se omitem ou tratam assunto como se fosse corriqueiro, como se fizesse parte do dia a dia das escolas.
Autor de projeto semelhante – que deve acabar "apensado" (agregado, na linguagem técnica do Congresso) a algum outro –, o deputado Ricardo Izar (PV-SP) defende que, junto com livros didáticos, o governo federal envie cartilhas sobre bullying para as escolas.
Já o senador Gim Argello (PTB-DF), autor de um projeto sobre o bullying no Senado, aposta no valor simbólico da "força da lei" para resolver o problema. Após o projeto ser aprovado, as crianças irão entender que o bullying é proibido e deixarão de cometê-lo, diz ele.

- Todo mundo sabe que existe regra, a lei vai ser cumprida. Não interessa se é criança, criança também tem que cumprir a lei. A criança não sabe que não pode dirigir, que não pode quebrar vidros? Então vai saber também que não pode fazer isso [bullying] com o colega. E a divulgação da lei vai ser feita massivamente por ministérios e secretarias de Estado.

Prisão por bullying


Outro projeto, de autoria do deputado Fábio Faria (PMN-RN), quer punir com prisão quem comete bullying. Pela proposta, a ofensa na escola ou agressão psicológica deve ser enquadrada como crime contra honra, passível de detenção de um a seis meses e multa.

O texto define o bullying como “intimidar o indivíduo ou grupo de indivíduos que de forma agressiva, intencional e repetitiva, por motivo torpe, cause dor, angústia ou sofrimento, ofendendo sua dignidade em razão de atividade escolar ou em ambiente de ensino”.

Se houver violência no bullying, a possibilidade da pena aumenta para detenção de três meses a um ano e multa, além da pena correspondente à agressão.
Se o bullying for com preconceito, causa reclusão de dois a quatro anos e multa.

Fonte: http://www.fatimanews.com.br/noticias/congresso-quer-que-combate-ao-bullying-vire-lei_115531/


Oi pessoal, bom dia

Desculpem-me pelo texto abaixo com excesso de informalidade, encarem como um desabafo:

As leis são muito importantes, desde que realmente colocadas em práticas.

Sim, já é o começo, mas depois que uma lei entra em vigor muito mais precisa ser feito. Na verdade é aí que o trabalho começa.

Nós visitamos inúmeras cidades e, também, conhecemos mais umas tantas que possuem o projeto de lei municipal para a prevenção e combate ao bullying. Porém, não há fiscalização e nem a conscientização para a prática do projeto.

Enquanto isso, as escolas e as crianças dependem da boa vontade e da capacidade de seus coordenadores, diretores e professores. Se a criança tem a "sorte" de cair em uma escola boa aí tudo bem, se não, a coisa azeda!

Governantes e secretários: depender de sorte não dá! É preciso muito mais...

Além do mais, punir, punir, punir, não é melhor educar?

Quem ganha com a punição? Quantos ganham com a educação?

Abraços,

Carolina Giannoni Camargo 

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Vídeos de Wellington

Wellington explica a tragédia:


É difícil entender. Porém, mais uma vez, o que desencadeou todo esse episódio foi uma cadeia de fatos, não apenas o bullying. Assistam aos vídeos:



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Delegacias de crimes virtuais no Brasil

Bom dia,

Para aqueles que sofrem com o Cyberbullying ou com outros crimes virtuais, vale a pena a denúncia, por isso segue a lista de delegacias que registram estes casos aqui no Brasil:

Polícia Civil - Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (DICAT)
Endereço: Sia Trecho 2, Lote 2.010, 1º andar, Brasília- Distrito Federal.
CEP: 71200-020
Telefone: (0xx61) 3462-9533
OBS: A DICAT é uma Divisão especializada em crimes tecnológicos que tem como atribuição assessorar as demais unidades da Polícia Civil do Distrito Federal. Como Divisão, a DICAT não atende ao público, não registra ocorrências nem instaura inquéritos policiais. A finalidade da DICAT é prestar apoio às Delegacias de Polícia do DF nas investigações de crimes que envolvam o uso de alta tecnologia, como computadores e Internet, agindo sob provocação das Delegacias que necessitarem de auxílio no "universo virtual", por exemplo. Ou seja: qualquer Delegacia do Distrito Federal poderá fazer o Registro da Ocorrência, investigar, e qualquer dificuldade ou necessidade de um apoio mais técnico, solicita auxílio à DICAT.
Desse modo, a vítima de crime cibernético no Distrito Federal pode procurar qualquer uma das Delegacias de Polícia (as não especializadas) para efetuar registro da ocorrência.
Por fim, a DICAT recebe denúncias de crimes cibernéticos (que são repassadas aos órgãos competentes) e presta esclarecimentos sobre condutas a serem adotadas por vítimas de crimes cibernéticos no DF, quando informados ou solicitados por e-mail.

Espírito Santo
Polícia Civil - Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos
Endereço: Avenida  Nossa Senhora da Penha, 2290, Bairro Santa Luiza, Vitória - Espírito Santo - CEP: 29045-403
O Núcleo funciona do edifício-sede da Chefia de Polícia Civil, ao lado do DETRAN.
Telefone: (0xx27) 3137-2607 / 3137-9078
Fax: (0xx27) 3137-9077


Goiás
Polícia Civil - Setor de Análise da Gerência de Inteligência da Polícia Civil - Goiânia - Goiás
Telefone: (0xx62) 3201-6352 /6357

POLÍCIA CIVIL DE MS - Delegacia Virtual de MS
Rua Des. Leão Neto do Carmo, 154 Parque dos Poderes, Campo Grande/MS
Telefone: (67) 3318-7981
Titular: Delegado Jefferson Nereu Luppe
Supervisor: Investigador Adilson Costa

DEICC - Delegacia Especializada de Investigações de Crimes Cibernéticos
Av. Nossa Senhora de Fátima, 2855 - Bairro Carlos Prates
Belo Horizonte - M.G.
(ao lado da estação de Metrô Carlos Prates)
Fone : 31-3212-3002
Delegados
Dr. Bruno Tasca Cabral
Dr. Pedro Paulo Uchoa Fonseca Marques

Pará
Polícia Civil - Delegacia Virtual

Paraná
Polícia Civil - Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber)
Endereço: Rua José Loureiro, 376, 1º Andar, sala 1, Centro, Curitiba- Paraná
CEP: 80010-000
Telefone: (0xx41) 3323 9448

Pernambuco
Policia Civil - Delegacia Interativa


Rio de Janeiro
Polícia Civil - Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI)
Endereço: Rua Professor Clementino Fraga, nº 77, Cidade Nova (prédio da 6ª DP), Rio de Janeiro- Rio de Janeiro
CEP: 20230-250
Telefone: (0xx21) 3399-3200/3201/3203 ou (0xx21) 2242-3566

Rio Grande do Sul
Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) junto ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC)
Endereço: Av. Cristiano Fischer, 1440 - Porto Alegre / RS - CEP: 91410-000
Telefone: (0xx51) 3288.9815, 3288.9817

Polícia Civil - 4ª Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos – DIG/DEIC
Avenida Zack Narchi,152 - Carandiru, São Paulo - São Paulo
OBS: Próximo à antiga detenção do Carandiru, próximo ao Center Norte, estação do metrô do Carandiru
Telefone: (0xx11) 2221-7030 (0xx11) 6221-7030 / 6221-7011 (ramal 208)

Fonte:http://www.safernet.org.br/site/prevencao/orientacao/delegacias#DF

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Por que o vilão às vezes vira ídolo?

Caso Wellington...

Nos últimos 3 dias, após o massacre ocorrido em Realengo, estive pesquisando na internet e encontrei o que parece absurdo: seguidores de Wellington. 
São jovens que apóiam a atitude do garoto, comunidades no orkut dizendo que ele, o assassino de 12 crianças, é "o cara"! 

Pessoas que não conseguem refletir sobre a atitude do rapaz, as conseqüências de seus atos, e a besteira que é resolver seus problemas desta maneira: matando inocentes. Sim, me assusta ver que são centenas de pessoas, e de JOVENS que apóiam essas idéias sangrentas. 

Mais uma vez me disponibilizo para ajudar quem quer que seja a passar pelo bullying ou qualquer outro problema, sem apelar para suicídios e assassinatos. 
Existem alternativas!

Por favor, vamos construir a paz!

Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo.

Vejam a matéria baixo retirada agorinha mesmo do site Terra:

RJ: 4 dias após massacre, ex-aluno ameaça atirar em estudantes
11 de abril de 2011 

Quatro dias após o massacre em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, um ex-aluno de uma escola municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, ameaçou atirar em estudantes e na diretora da instituição. Segundo a Polícia Militar, uma viatura da corporação foi enviada à Escola Municipal Fernando de Andrade, no distrito de Guarus, para atender à ocorrência.
De acordo com a PM, o ex-aluno entrou na escola no início da manhã e teria feito ameaças à diretora da unidade. Em seguida, deixou o prédio dizendo que iria em casa buscar uma arma para atirar contra os estudantes.
Por precaução, a diretora acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura para o local. Até as 11h15, o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - não havia sido localizado.

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Carta do Atirador de Realengo

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Tragédio no Rio: Foi Bullying?

Olá Amigos do blog Bully No Bullying...

Esta semana assistimos a um episódio muito triste ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro.No dia 7 de abril, logo no início das aulas matinais na escola municipal Tasso da Silveira, um homem de 23 anos, ao entrar na escola, dispara contra os estudantes e mata mais de dez alunos. Logo após, comete suicídio.

É verdade que nenhum caso de bullying acaba bem, principalmente quando não há nenhuma intervenção educativa, pedagogia e psicológica presente para se combater o caso.
Muitos episódios terminam em grandes tragédias, e envolvem muitas mortes. Porém, será que podemos considerar o episódio de Realengo um caso de bullying?

Vamos analisar os fatores que envolvem o caso:

Wellington Menezes de Oliveira:
Wellington foi quem cometeu o ataque a escola em realengo, deixando como rastro várias mortes e pessoas feridas.
Sua mãe biológica sofria transtornos mentais, e entregou Wellington a uma família adotiva quando o garoto possuía mais ou menos 10 meses de vida. O rapaz chegou a conhecer a mãe biológica e alguns parentes de sangue.
Trabalhou como encarregado de serviços gerais e, dois anos depois foi promovido a auxiliar de almoxarifado em uma empresa de produtos alimentícios.
Ele morreu com 23 ou 24 anos, as informações ainda são dúbias, morava sozinho na casa em que seus pais biológicos, já falecidos, haviam deixado a ele como herança. A mudança para esta casa ocorreu logo após a sua mãe biológica falecer.
Nos meses que antecederam a tragédia, o garoto considerado apático estava desempregado.

Família Adotiva:
Wellington morava com uma mãe adotiva e alguns irmãos, embora se saiba que há alguns meses a família não tinha muito contato com o rapaz, pois este foi morar sozinho.
A mãe de criação levou o garoto a psicólogo, inclusive por indicação da própria escola na época em que estudava lá em Realengo, porém ao completar 18 anos, o rapaz decidiu não continuar o tratamento.
Um dos irmãos adotivos de Wellington disse: “Minha mãe o levou ao psicólogo. Na própria escola foi pedido que o levassem ao psicólogo. Ele começou a ir, mas quando fez 18 anos, parou. Minha mãe o tratava melhor do que aos próprios filhos”.

O que pensavam os vizinhos?
O rapaz viveu no bairro de Realengo por mais de 20 anos, e os vizinhos o consideravam quieto, tímido, sem amigos, estranho e muito inteligente. Uma vizinha conta que na rua onde morava Wellington, ele era motivo de chacotas e que as meninas pegavam muito em seu pé. Disse também que a mãe adotiva contou várias vezes que Wellington era calmo, tranqüilo, mas que as vezes batia com a cabeça na parede.
Outro morador do bairro, dono de um bar, conta que Wellington sempre passava por lá e comprava refrigerante. Andava sozinho, com muitos livros, e gostava de jogos e computador. Este vizinho diz que Wellington nunca bebeu e nem comprou nada alcoólico e que achou estranho seu comportamento nos últimos meses.

Histórico de Wellington na escola:
O rapaz tinha as notas médias e baixas, sempre quieto, pensativo e com poucos amigos. Não gostava de esportes, não compareceu a formatura da oitava série e não era visto com namoradas.
Possuía o apelido de “Sherman”, em referência a um personagem “nerd” do filme “Americam Pie” e de “Suingue”, pois andava mancando. Vejam alguns depoimentos de conhecidos e ex-colegas de turma:
“O jeito estranho e esquisito dele. Na época da escola, as pessoas sacaneavam, botavam apelidos, principalmente sobre sua forma de andar vestido. As meninas eram as que mais zombavam dele”.
Assistam ao vídeo:
O rapaz era ex aluno da escola em que entrou atirando no dia 7 de abril de 2011.

Arma do crime:
A arma do crime foi comprada por ele com a ajuda do chaveiro Charleston Sousa Lacerda, de 38 anos, este falou com um amigo, o desempregado Isaías de Sousa, de 48 anos, e conseguiram um revólver calibre 32 para Wellington.
Apesar de terem recebido 110 euros pela arma, que estava desaparecida desde que fora roubada há 15 anos na zona rural, eles ficaram com muito pouco desse dinheiro.
Wellington usou no massacre também uma outra arma, mais poderosa, um revólver calibre 38, que tinha a numeração de série raspada, o que dificulta o seu rastreamento.
Ontem, ao serem apresentados à imprensa, Charleston e Isaías declararam-se arrependidos de terem vendido a arma a Wellington. Isaías afirmou a jornalistas que se sente culpado em parte pelo massacre, pois forneceu uma das armas ao criminoso, e que chorou muito ao ver a notícia na televisão, pois tem uma filha e uma enteada com idades próximas às das alunas que morreram.

A segurança da escola:
O Wellington entrou na escola facilmente sem que fosse pedido uma identificação. Inúmeras vezes a Aline e eu entramos nas escolas dessa maneira! Basta falar que é palestrante e pronto, está lá dentro. Atenção governantes!  Atenção escolas! Em que época vivem? Muitas ainda estão paradas no tempo da revolução industrial...

Os últimos meses:
Wellington nos últimos meses passou a vestir apenas roupas pretas, deixou a barba crescer até o peito e parece ter se envolvido com o islamismo. Um primo disse que ele se dizia fundamentalista e que queria jogar um avião no cristo redentor.
A polícia encontrou em sua casa computadores queimados, e dez bíblias. Depois da morte da mãe biológica testemunhas contam que ele passou a fumar, beber e ficava o dia inteiro na internet.
Passou os últimos dias da sua vida planejando a tragédia, cortou a barba cinco dias antes para não levantar suspeitas ao entrar na escola e escreveu uma carta de despedida.

A carta de despedida nos mostra o quanto Wellington estava envolvido com seitas religiosas. Fanático, aponta com detalhes como deve ser seu enterro. Na carta, a única referência que nos faz pensar em bullying é a seguinte frase: “Ninguém que no passado não tenha se dado bem comigo deve me beijar, visitar ou se despedir de mim.” No mais, vemos que Wellington, de fato, era perturbado.
A perturbação não está apenas no fato de ter sido alvo de bullying. Talvez a herança genética de sua mãe portadora de esquizofrenia tenha ajudado, assim como o fato da morte dos pais, do desligamento prematuro entre sua mãe biológica e ele, do auto-isolamento, da falta de amor próprio e objetivo em sua vida serem um complemento ao conjunto de fatores que nos ajudam a entender os motivos que o levaram a cometer este crime.

Desta vez, não podemos dizer que a culpa é a apenas do bullying. Que foi por ter sofrido bullying que Wellington fez isso. Há uma série de acontecimentos na vida do rapaz que o levou a cometer esta injustiça tão grande contra aquelas crianças.

Fonte:  
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/arma-do-massacre-do-realengo-custou-110-euros
http://aceveda.com.br/blog/?p=27797
http://www.sidneyrezende.com/noticia/127644+irmao+de+wellington+afirma+que+tratamento+psicologico+foi+interrompido
http://aceveda.com.br/blog/?p=27892

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